O Naturismo é uma forma de viver em harmonia com a Natureza caracterizada pela prática da nudez colectiva, com o propósito de favorecer a auto-estima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente.

sábado, 19 de maio de 2012

Como ser associado da FPN ?

A informação completa e actual pode ser vista neste link:
http://fpnat.blogspot.pt/p/como-se-associar.html

A Federação Portuguesa de Naturismo recebe vários email com duvidas e questões sobre o Naturismo associativo, sobre ser associado, ética naturista, comportamento em espaços naturistas, etc.

Para facilitar e retirar dividas, esclarecer questões ou simples curiosidade iremos criar uma pagina no blog com as F.A.Q (perguntas frequentes - "frequentely asked question").

Neste artigo damos inicio às  F.A.Q  e procuraremos dar resposta às várias perguntas sobre:
Como associar-me na Federação ?
Quais as vantagens?
Quais os meus direitos e deveres?
Porquê ser associado?
Posso filiar-me directamente na Federação?
Etc.


Como associar-me na Federação ?
Para ser membro da Federação Portuguesa de Naturismo terá de se inscrever preferencialmente num Clube ou Associação filiados na Federação.

Pode consultar os Clubes existentes e respectivas condições nas respectivas paginas podendo aceder às mesmas partir da pagina da FPN em www.fpn.pt ou do nosso Blog.

Nas respectivas paginas encontra a informação para se associar bem como os valores das respectivas quotas.

Deverá verificar se a quota do Clube ou Associação inclui ou não o valor da quota a pagar à Federação e se a inscrição na Federação é automática (ou obrigatória) ou se tem de expressar a sua vontade de se filiar na FPN.

Quais as vantagens?

Na nossa pagina encontra as vantagens dadas pelo Cartão de Associado FPN/INF.

Para além destas cada Clube ou Associação poderá ter as suas próprias vantagens pelo que deve consultar as respectivas paginas.

De uma forma geral pode obter descontos em vários estabelecimentos naturistas, usufruir de protocolos, de preços mais vantajosos em em actividades e de acesso exclusivo noutras.

Para quem viaja o cartão pode ser uma vantagem e uma garantia em espaços naturistas fora do país, para além de dar acesso a descontos.

Quais os meus direitos e deveres?

Todos os direitos e deveres estão consagrados nos Estatutos e Regulamentos em vigor nos Clubes, Associações e Federação, pelo que deve consultar na pagina de cada instituição as respectivas publicações.

Estatutos em vigor na FPN.
Regulamentos em vigor na FPN ( de momento os Regulamentos estão em fase de debate e posterior aprovação).

Porquê ser associado? 
Para além das vantagens acima descritas, ao associar-se está a contribuir para a ajudar a divulgar e desenvolver o naturismo em Portugal  apoiando o trabalho levado a cabo pelos Clubes, Associações  e pela Federação.

A FPN tem como receita as quotas dos associados nela inscritos, pelo que o seu contributo é essencial para a continuação do nosso trabalho, manutenção da sede e ligação ao movimento naturista internacional.

Posso filiar-me directamente na Federação?

Caso não se identifique com nenhum Clube ou Associação poderá mediante condições especiais associar-se directamente na Federação, no entanto a valor da quota será normalmente superior aos dos Clubes ou Associações filiadas. 

Ao filiar-se através dos Clubes e Associações terá acesso a uma dinâmica social, recreativa e a actividades, muito mais abrangentes e diversificadas do que através da Federação pelo que deve considerar sempre como primeira opção a filiação através destas entidades.

A filiação directamente na Federação deve ser encarada como um acto de mecenato naturista

Ficha de Adesão

Informação sobre documentos a enviar e valores no nosso forum

Pode esclarecer qualquer duvida através do nossa email.

Ultima actualização: 2012 Maio 20
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Plantas: Língua-de-vaca



Fonte
A língua-de-vaca, também conhecida por buglossa, soagem ou chupa-mel é talvez a planta silvestre mais visível na maior parte do país, durante a primavera. Perdão! O que é visível é a mancha azulada ou arroxeada das suas vistosas flores que cobrem os campos cada vez mais incultos de Portugal. Não fora a tristeza de constatar, sem qualquer amanho, terrenos que outrora foram produtivos e certamente ficaríamos felizes por contemplar tanta beleza, digna de figurar nas telas de afamados pintores. “Os olhos também comem!”, diz-nos o aforismo popular e assim vamos espraiando as vistas, esquecendo o estômago, enquanto o panorama não muda.
A Echium plantagineum L. é uma herbácea de bom feitio que medra em todos os terrenos, quer sejam ácidos ou alcalinos, secos ou úmidos, no interior ou à beira-mar. O género echium engloba para cima de 60 espécies, algumas muito parecidas, difíceis de distinguir entre si. A talhe de foice, aproveitemos para mencionar, de entre elas, a elegante Echium candicans, conhecida por “massaroco”, que é endémica da ilha da Madeira. O termo echium deriva do grego “ekios” que significa víbora, dado que a corola e os estames, vistos de perfil, lembram a cabeça de uma víbora com a língua bifurcada. Por sua vez, plantagineum, deve-se à similitude com as plantagos (tanchagens), antes de a planta espigar. E porquê língua-de-vaca? Porque as folhas basais têm o feitio das línguas dos bovinos. Curiosamente, em Espanha, a erva é conhecida por língua-de-boi!
Esta planta, espontânea na europa atlântica e mediterrânica, no norte de áfrica e em partes da ásia, pertence à família botânica das borragináceas, atingindo, se ereta, cerca de 80 cm de altura. Quando a erva é jovem, ela apresenta apenas grandes folhas basais em roseta, mas ao espigar, quase sempre ramifica, florindo nos cimos, mas não em simultâneo, o que a torna muito decorativa durante bastante tempo. Quer o caule, quer as folhas, de cor verde-escura, são cobertas de pelos macios de tamanhos desiguais. As folhas superiores, muito mais pequenas do que as basais, são sésseis. As flores, tubulares, surgem enroladas com corolas compostas por cinco pétalas desiguais. Os frutos formam aquénios, cujas sementes possuem uma considerável dormência, isto é, conservam poder germinativo durante largos anos. Essa é uma das razões que leva muita gente a considerar a língua-de vaca como espécie infestante ou invasora. Tal situação é já preocupante na Austrália onde, pouco a pouco, a planta, que foi introduzida, vai roubando o lugar às espécies autóctones.
Entre os constituintes da língua-de vaca, encontramos mucilagens, tanino, ácido gordo ómega-3 e, em pequena quantidade, um alcaloide tóxico chamado equiina. Essa substância tóxica desaconselha o consumo da planta por animais de trato digestivo simples, como é o caso dos cavalos. Já no que diz respeito aos bovinos, não apresenta problemas.
A erva é melífera e tem propriedades emolientes e adstringentes, sendo considerada medicinal.
 “Usa-se para combater hemorragias pulmonares e disenterias. Recomenda-se para conter as palpitações cardíacas, tomando-se ao deitar e durante dias consecutivos, o suco da planta com um pouco de açúcar. Também o xarope é recomendado para os que padecem de melancolia.” Isto diz-nos o professor catalão Pio Arias-Carvajal na sua obra “Plantas que Curam, Plantas que Matam”.
Outros autores mencionam o uso do suco em cosmética, como emoliente para peles delicadas, as cataplasmas das flores frescas para debelar furúnculos e o óleo das sementes, cuja constituição é similar à do óleo de peixe, com níveis baixos de triglicéridos, para diversas aplicações curativas.
Claro está que estas indicações são, hoje em dia, apenas meras curiosidades de outrora, pois o avanço laboratorial da medicina encontrou soluções mais práticas, embora menos naturais, para tratar das enfermidades. Diga-se, para terminar, que nesta sociedade capitalista em que nos é dado viver, por vezes, as soluções laboratoriais encontradas pela medicina alopática privilegiam os lucros muito acima das razões curativas dos citados medicamentos.  

Texto:
Cortesia de Miguel Boieiro

Foto
Cortesia de Plantas e Flores do Areal - Endemismos de Portugal
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terça-feira, 15 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

INFOFED Nº 1 de 2012







EM PDF

Aulas de Yoga naturista



Yoga Naturista

Professor: Francisco Palma (SPN) 

Horário: 11h30 - 12h30
Aulas nos primeiros 3 sábados de cada mês.
Condições de participação:

- Não necessita de conhecimentos anteriores de yoga.

- Os participantes devem ser federados (ou federar-se) na Federação Portuguesa de Naturismo.(www.fpn.pt) e apresentar o respetivo cartão (ou o número de federado) no acto da inscrição.

PRATIQUE O CONCEITO "MENTE SÃ EM CORPO SÃO"!

Mínimo de 6 e o máximo de 15 participantes.

Material necessário: uma toalha para cobrir o colchão e outra para se tapar durante o relaxamente se estiver frio.

Inscreva-se já!

Local: Sociedade Portuguesa de Naturalogia  (SPN) 
Morada: Rua do Alecrim, 38-3º, 1200-018 Lisboa

Telefone / Fax: 21 346 33 35
E-mail: spn@eco-gaia.net

Plantas: Rícino


Fiquei deveras surpreendido ao receber uma chamada de uma senhora, que não conhecia, para efetuar uma digressão pedestre pelos arredores de Porto Salvo (Oeiras), a fim de identificar plantas silvestres espontâneas. Protestei, dizendo que não era biólogo, nem sequer botânico, apenas um simples curioso, mas aprontei-me a aceder ao convite, na mira de dilatar conhecimentos. Combinámos a iniciativa para os finais de abril, considerada a época mais oportuna para apreciar a vegetação ainda viçosa e lá fui. Com a Carmo e a Jesus, duas amigas, amantes da natureza, percorremos terrenos incultos numa zona outrora considerada ideal para a produção de trigo. Na realidade, à vista de solos grossos e acastanhados com pH elevado e consistência um tanto argilosa, fiquei convencido da veracidade de tal asserção. Aquelas terras deveriam ser ótimas para uma cultura tão exigente como a do trigo. Hoje, lamentavelmente, fazem parte da bolsa de terrenos expectantes destinados à construção de mais moradias. Enquanto isso, constituem uma espécie de baldios onde as ervas brotam e crescem como entendem, formando conjuntos sociológicos vegetais dignos de atenção e estudo.
Ora, de entre a diversificada flora de uma encosta, sobressaiam várias moitas de rícino, curiosa espécie que escolhi para protagonizar a presente croniqueta. Surpresos, observámos que a uma distância de vários metros dos respetivos arbustos, já se via, em apreciável quantidade, as lustrosas plântulas de rícino, acabadas de nascer. Daí, logo se colheu um novo ensinamento - quando os frutos secam, abre-se a sua cobertura espinhosa e as sementes são projetadas a distâncias que podem superar os dez metros. Esta estratégia de propagação não é única. Lembremo-nos dos pepinos de são-gregório, também existentes no espaço visitado, cuja estratégica é idêntica (Ver o livro “As Plantas, Nossas Irmãs” que publiquei em 2010).
O Ricinus communis L é um arbusto monóico de caule oco e lenhoso, da família das euforbiáceas, oriundo das terras quentes da África tropical. O nome Ricinus significa carraça, em latim, devido ao aspeto das respetivas sementes. Trata-se de uma herbácea anual, ou vivaz (dependendo das regiões e das condições climatéricas). Atinge uma altura de 2 a 5 metros, mas em Africa suplanta essa dimensão. As folhas são alternas, palmatilobadas com os bordos dentados, cuja cor vai do verde brilhante ao avermelhado. As flores dispõem-se em grandes inflorescências, situando-se as flores femininas na parte superior da panícula, enquanto as flores masculinas ficam mais abaixo. Os frutos são globulosos e quase sempre cobertos com carapaças espinhosas que fazem lembrar os ouriços dos castanheiros. Cada fruto costuma ter três sementes de superfície lisa, brilhante e marmoreada que são projetadas a considerável distância quando se encontram secas, como já se referiu.
Há quem utilize o rícino como planta ornamental, aproveitando o contraste colorido da sua folhagem, mas o maior valor está nas sementes constituídas em, pelo menos, 50% de óleo rico em triglicéridos. Diga-se, desde já, que, como acontece com praticamente todas as eufórbias, o rícino é uma planta tóxica. Muito cuidado, portanto!
O óleo de rícino extraído das sementes prensadas é matéria-prima de cosméticos, vernizes, tintas e lubrificantes, podendo, inclusive ser utilizado como combustível (biodiesel). Contudo, a fama desta planta como espécie medicinal vem dos tempos do antigo Egipto. Trata-se de um potente purgante capaz de resolver rapidamente os problemas de obstipação intestinal. Com efeito, basta tomar uma colher de sopa de óleo, de desagradável sabor, diga-se de passagem, e após duas horas, inicia-se a diarreia. Dado que, por vezes, também provoca irritação nos intestinos mais débeis, este tratamento deve ter acompanhamento médico.
A ricina é a substância mais tóxica contida nas sementes, bem como em toda a planta, mas em menor percentagem. Diz-se que cerca de 12 gramas de sementes de rícino, se ingeridas, são suficientes para causar a morte de uma pessoa. No entanto, esta proteína, considerada uma das mais potentes toxinas biológicas que se conhece, é destruída logo que se aquece o óleo.
Para além do efeito laxante e purgativo, utiliza-se também o referido óleo para tratar parasitoses, eliminar a seborreia do couro cabeludo, enrijar as unhas quebradiças e prevenir o aparecimento de calos.
As folhas frescas do rícino, bem esmagadas, formam cataplasmas emolientes e cicatrizantes que são eficazes para o tratamento de eczemas, herpes, erupções, queimaduras e calvícies.
Recordo ainda uma aplicação útil que me era dada presenciar em criança: utilizavam-se os resíduos das sementes para complementar a adubação da cama de terra onde se dispunha o cebolo (na minha região prefere-se dizer dispor o cebolo, em vez de plantar o cebolo). Essa prática agrícola era corrente na região de Alcochete, pelo menos até à década de sessenta.
Há quem aluda que a plantação do rícino pode ser um precioso auxiliar na agricultura biológica por ser repulsivo contra ratos e toupeiras. Por outro lado, dizem alguns especialistas, que o intercalar plantas de rícino entre os pés das batateiras, tem o condão de afugentar as doríforas (insetos coleópteros que atacam os batatais). Devo dizer, no entanto, que jamais deparei com tal processo e, não duvidando da sua eficácia, receio bem que ele acabe por prejudicar as culturas devido ao espaço avantajado que o rícino iria ocupar.

Cortesia de Miguel Boieiro